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20 Agosto 2018 | Vista 3513 vezes |

UM ADEUS AO AMIGO KOFI ANNAN!


Com a morte do antigo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, a África está de luto e perdeu uma das suas referências maiores. A sua escolha para o cargo de relevância universal elevou a diplomacia africana a um posto cimeiro e encheu-nos de orgulho.

Kofi Annan serviu a nossa organização universal com um grande sentido de equilíbrio nas relações internacionais e numa visão de transformação da sua liderança de harmonia com as novas relações de força mundiais. Pelo seu humanismo e pelo seu comprometimento consequente com a convivência pacífica e digna entre as Nações e as Pessoas, somos chamados a ser-lhe eternamente gratos. Foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz e deixa um legado valioso. A Humanidade tem uma dívida moral com a sua memória.

Kofi Annan consubstanciava, ao mesmo tempo, a serenidade, a simplicidade, a afabilidade, a tenacidade e o talento. Estas qualidades fizeram dele um Homem de Estado de grande estatura e um Diplomata emérito, aos quais presto nesta hora uma homenagem sentida, porque muito merecida. Deixa um vazio de difícil preenchimento. Tive a oportunidade de ter, com ele, enquanto Secretário-Geral da ONU, vários encontros. Debatemos diversas questões que afligiam na altura a África e, particularmente, a problemática da gestão dos conflitos pós-eleitorais. Daí, nasceu entre nós uma simpatia recíproca. Após, o término das minhas funções presidenciais, convidou-me regularmente às actividades organizadas pela Fundação Kofi Annan. Neste momento, sou ainda membro da Comissão Oeste-Africana contra a Droga, criada sob a sua iniciativa.

Ao Povo ganês manifesto, nesta hora, os meus sentimentos de pesar e a minha amizade solidária. À viúva, aos Filhos e demais Familiares, expresso as minhas condolências e exprimo a minha solidariedade, a que associo a minha Família, convencido de que encontrarão as forças e o ânimo necessários para vencer a aflição provocada por esta separação e grande perda.

E, ao amigo e “compagnon de route” reitero a minha elevada estima e despeço-me com o compromisso de prosseguir na via da Dignidade, da Paz, do Respeito Mútuo e do Universalismo Cooperativo por que se bateu.

Pedro Pires

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Goodbye, My Friend!

With the death of former UN Secretary-General Kofi Annan, Africa is in mourning and has lost one of its greatest references. His choice for a position of universal relevance elevated African diplomacy to a top post and filled us with pride. Kofi Annan served our universal organization with a great sense of balance in international relations and a vision of transforming its leadership in harmony with the world’s new relations of power. Through his humanism and his consequent commitment to the peaceful and dignified coexistence among Nations and Persons, we are called to be eternally grateful to him. He was awarded the Nobel Peace Prize and leaves a valuable legacy. Humanity has a moral debt to his memory. Kofi Annan embodied, at the same time, serenity, simplicity, kindness, tenacity and talent. These qualities made him a State Man of great stature and an emeritus Diplomat, to whom I now present a heartfelt and well-deserved homage. His passing leaves a void that is difficult to fill.

I had the opportunity to meet him several times as UN Secretary-General. We discussed a number of the issues faced by Africa at the time, particularly the problem of managing post-electoral conflicts. From there, a reciprocal empathy arose between us. After the end of my presidential mandate, I was regularly invited to the activities organized by the Kofi Annan Foundation. I am currently a member of the West African Commission on Drugs, which was set up under his initiative.

To the Ghanaian people, I present my feelings of sorrow and my sincere friendship.

To his widow, children and other relatives, I express my condolences and my solidarity, to which I associate my Family, convinced that they will find the necessary strength and courage to overcome the grief caused by this separation and great loss.

And to my friend and "compagnon de route", I reiterate my high esteem and I declare myself with the commitment to continue on the path of Dignity, Peace, Mutual Respect and Cooperative Universalism for which he fought.

Pedro Pires

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