O ESTADISTA

Em 5 Julho de 1975, Pedro Pires foi designado para chefiar o Primeiro Governo do Cabo Verde independente.
Dedicou-se, com a paixão que o caracteriza, à árdua tarefa de edificação do estado cabo-verdiano independente. Para resolver os graves problemas das populações o seu Governo adoptou os chamados “planos de emergência”.

Sob a sua liderança e de Aristides Pereira, o Estado cabo-verdiano afirmou-se, no plano internacional, como um estado respeitador da legalidade internacional, credível e útil.
 
 

O governo de Cabo Verde, sob a direcção de Pedro Pires, desempenhou um papel de relevo nos processos que conduziram às negociações para a independência da Namíbia e à evacuação das forças militares cubanas e sul-africanas de Angola, na aproximação entre Portugal e as suas ex-colónias e entre Angola e o Senegal.

Entre outros resultados, os governos dirigidos por Pedro Pires conseguiram em doze anos, de 1976 a 1988, partindo duma situação de extrema pobreza, a multiplicação da produção nacional por 2,5 e a duplicação da produção por habitante. O PIB evoluiu de 260 dólares para 816 dólares.
Assim, Cabo Verde atingiu um dos melhores índices de desenvolvimento humano em África. Registaram-se ganhos substanciais nos domínios da segurança alimentar, da saúde, da educação, da formação e alfabetização, da melhoria das condições de vida das populações e da defesa e protecção do meio ambiente.
Ainda, conseguiu-se, no domínio macroeconómico, evitar situações de tensões e criar um ambiente económico favorável a actividades económicas e ao crescimento económico. A evolução do saldo global da balança de pagamentos foi geralmente sempre positiva.

Foram desenvolvidos, com êxito, programas de Reforma do Ensino e da Administração Pública e promovidas a liberalização progressiva da economia cabo-verdiana, assim como, a atracção de investimentos directos estrangeiros.

Em 1990, foi Pedro Pires quem encabeçou o movimento interno, no seio do seu próprio Partido político, que culminou com a abertura ao pluralismo político a 19 de Fevereiro e com a revisão da Constituição da República em Setembro do mesmo ano.
As primeiras eleições pluripartidárias foram organizadas e realizadas, sob seu Governo, com total honestidade e equidade, facto que mereceu o apreço público da comunidade internacional e granjeou o seu respeito.




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